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Lula se comprometeu a defender a criação de metas de emprego em nível internacional
Centrais pedem apoio a Lula para criação de metas de emprego nos países do G20 e maior regulação financiera.
O presidente Lula se comprometeu com a centrais sindicais da Brasil, Itália, Japão, Espanha, França, Estados Unidos, Canadá, Suécia e a defender a criação de metas de emprego em nível internacional, em encontro na quinta-feira, 24, em Pittsburg (EUA), onde acontece, até esta sexta-feira, 25, a reunião das 20 maiores economias mundiais (G-20). A audiência foi solicitada por Artur Henrique, presidente da CUT.
As centrais reivindicam a criação de um grupo de trabalho permanente, com a participação dos ministros do Trabalho dos 20 países-membros e representantes de trabalhadores e empresários, para estabelecer e cumprir metas de geração de emprego formal e renda no âmbito do G-20.
O movimento sindical internacional também insiste em nova regulação do sistema financeiro internacional, com regras rígidas contra especulação e, especialmente, com uma nova estrutura tributária, em que os mais ricos paguem mais e os assalariados, menos.
O documento apresentado ao presidente Lula pede o compromisso dos líderes mundiais na criação de metas de emprego, regulamentação, fiscalização e controle social do sistema financeiro. De acordo com Artur, em diversos países, já se ouvem discursos de que a crise está no fim e a intervenção do Estado não é mais necessária. "Nós discordamos desse tipo de argumentação, porque sabemos que a crise não terminou", avalia.
Segundo o sindicalista brasileiro, em muitos países ainda não há sinais de recuperação econômica sustentável. "O Brasil é uma exceção. Estados Unidos e Europa ainda enfrentam uma grave crise", destaca. ”Dirigentes sindicais de todo o mundo, pediram a Lula que a geração de empregos se transforme em política de Estado", pondera.
"Não queremos mais do mesmo. Já presenciamos a queda do muro de Berlim e agora do muro de Wal Street", dispara Artur. "Queremos um novo modelo de desenvolvimento para o planeta, que passe por uma economia sustentável, inserida nas preocupações ambientais, entre outras questões".
Segundo Artur, o presidente Lula se comprometeu a manter sua defesa do papel do Estado e a levar a plataforma dos trabalhadores para os líderes mundiais. Lula também concordou com os sindicalistas de que a crise mundial persiste em alguns países. "O presidente expressou mais uma vez sua posição de que a criação de empregos é fundamental para enfrentar a crise", disse Artur.

Fuente: Rebanadas de realidad.
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